Cara, preciso desabafar sobre uma coisa que tem me incomodado ultimamente. Com todo esse hype em torno de Hollow Knight: Silksong, voltou aquela velha discussão que me deixa meio dividido: será que tá tudo bem alguém não conseguir terminar um jogo?
Olha, vou ser honesto com vocês desde o começo: pra mim, não tá tudo bem kkk. Eu sou daqueles chatos que acha que você tem que suar a camisa pra passar de fase. Mas tenho vários amigos que pensam totalmente diferente, e cara… os argumentos deles fazem sentido também. E isso me deixa meio perdido, sabe?
A parada é que os jogos sempre tiveram essa dupla personalidade desde o começo. Lembra dos fliperamas? Aqueles jogos eram feitos pra sugar suas moedas mesmo. Quanto mais difícil, melhor pro dono da máquina. O objetivo era você bater recorde e depois tomar um belo GAME OVER.
O Fenômeno “Git Gud” (E Por Que Isso Me Incomoda)
Nos anos 2010, começou essa cultura do “git gud” – basicamente “fica bom no jogo, noob”. E olha, por mais que eu odeie admitir, tem um ponto válido nisso. Se você tá travado numa parte, você precisa melhorar pra passar. É matemática.
Mas cara, imagina a frustração de quem só queria curtir o jogo! A pessoa tá lá, se divertindo, explorando, e de repente bate numa parede. Aí vem alguém e fala “aprende a jogar”. Pô, a pessoa não pediu aula de git gud, ela só queria continuar se divertindo.

É como se fosse uma conversa de casal onde um fala “você precisa fazer X” e o outro entende “você é um lixo”. Não é isso que tá sendo dito, mas é assim que soa.
E aí que entra Silksong. Mano, o jogo tá fazendo um sucesso ABSURDO. Meio milhão de pessoas jogando ao mesmo tempo todo dia? Pra um single-player? Isso é coisa de maluco!
E claro que com esse hype todo, atraiu gente de todo tipo. Tem quem nunca jogou o primeiro, tem criança que nem sabia que Hollow Knight existia em 2017. O jogo parece fofo nas screenshots – são insetos bonitinhos, as animações são lindas… quem ia imaginar que era um pesadelo disfarçado?
A descrição na Steam não ajuda muito também. “Uma peregrinação mortal”? Cara, isso pode significar qualquer coisa. Só depois que você leva a primeira surra é que entende o que isso quer dizer.
A Polêmica da “Visão do Desenvolvedor”
Aqui que a coisa fica espinhosa mesmo. O pessoal da Team Cherry fez o jogo pra ser difícil de propósito. Eles querem que você morra 50 vezes no mesmo chefe, que você sua pra conseguir o mapa, que você sinta que conquistou algo quando finalmente passa de uma área.
E aí tem toda uma galera que fala: “Ué, mas é assim que o jogo foi feito! Você não pode querer mudar a visão artística do desenvolvedor!”
Olha, vou ser polêmico aqui: isso não faz o menor sentido pra mim. Depois que eu paguei pelo jogo e instalei no meu PC, a forma como eu jogo é problema meu. Ponto.
Entendo perfeitamente que se eu usar mod pra facilitar, não vou ter a experiência “original”. Mas sabe de uma coisa? Eu prefiro ter uma experiência “errada” do que não ter experiência nenhuma.
Minha Proposta Pra Essa Guerra Civil Gamer
Olha, eu acho que dá pra todo mundo conviver em paz. Sério mesmo. Que tal a gente tentar isto:
Pro time do “git gud”: A Team Cherry fez um trabalho incrível. Eles têm todo o direito de manter o jogo como eles querem, e a visão artística deles merece respeito. Ninguém deveria obrigar eles a mudarem nada.
Pro time do “só quero me divertir”: Vocês também têm razão. Gastaram o dinheiro de vocês, o jogo é lindo, e vocês merecem se divertir. Se precisar usar mod, usa. Se alguém reclamar, manda pra aquele lugar.
Pra todo mundo: Os dois lados não vão se entender nunca, e tudo bem. Tem coisa mais importante pra brigar na vida.
Eu mesmo tô nessa divisão interna constante. Uma parte de mim quer que todo mundo “git gud” porque acho que a recompensa vale a pena. A outra parte entende que nem todo mundo quer ou pode investir 50 horas tentando derrotar um chefe.
No final das contas, o importante é que todo mundo consiga se divertir do jeito que funciona pra cada um. Se pra você diversão é superar o desafio brutal, massa. Se pra você é só curtir a arte e a música enquanto explora, também tá valendo.
A vida já é difícil demais pra gente ficar brigando por causa de videogame, né não?
E vocês, de que lado ficam nessa discussão? Conta aí nos comentários – mas sem brigar, galera!




